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MILTON MONTI EMBARCA HOJE PARA OS EUA EM MISSÃO OFICIAL

Deputado paulista lidera missão brasileira que pede punição para pilotos do jato que provocou acidente com Boeing da Gol, em 2006

Milton Monti

O deputado federal Milton Monti viaja hoje (12.abril.2010) para Washington (EUA) em missão oficial do Congresso Nacional para cobrar das autoridades americanas medidas punitivas aos dois pilotos do jato Legacy, envolvido no acidente com o Boeing da empresa Gol (voo 1907), em 2006. Presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara Federal, Milton Monti e os demais membros da comitiva levam laudos, relatórios e documentos que apontam culpabilidade dos pilotos americanos Joseph Lepore e Jan Paladino no acidente em que morreram 154 pessoas. Na entrevista a seguir, o deputado paulista comenta os principais pontos da missão oficial.

 
O senhor segue hoje em missão oficial a Washington, capital dos EUA, através da Comissão de Transportes da Câmara. Qual sua missão junto às autoridades americanas?
Deputado Milton Monti – Nós recebemos na Comissão de Transportes da Câmara, que eu presido, uma demanda a qual entendi ser bastante justa, muito coerente e muito necessária. O pedido veio da associação de familiares das vítimas que faleceram no acidente da empresa aérea Gol, em 2006. Trata-se de uma solicitação para que fôssemos aos Estados Unidos levar às autoridades americanas, ao presidente da Comissão de Transportes da Câmara dos Representantes (a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos) e para os órgãos que regulamentam a viação civil naquele país uma reivindicação: que eles tomem conhecimento de todos os laudos que temos em nossas mãos e que incriminam os dois pilotos americanos pelo acidente ocorrido entre o jato Legacy e o Boeing da Gol. No acidente, os pilotos americanos nada sofreram fisicamente. O avião da Gol caiu e levou à morte mais de 150 pessoas que estavam à bordo. O que as famílias querem, na verdade, é que esses pilotos tenham a punição necessária e adequada, pelas irregularidades que cometeram. Está comprovado por uma série de laudos e por documentos que a culpa pelo acidente é dos pilotos americanos. E há notícias de que os dois pilotos continuam atuando sem qualquer tipo de punição na aviação americana. Os familiares das vítimas no Brasil não acham isso seja justo. Eu também não acho que isso seja justo. Estamos indo para os EUA em comitiva oficial para pedir justiça e para pedir que as famílias das vítimas tenham, de certa forma, algum conforto. Seus entes queridos não voltarão mais para a casa, mas os responsáveis têm que ser punidos na proporção do seu erro.
 
Quando se pensa em punição, devemos entender algum tipo de indenização pelas perdas humanas?
Deputado Milton Monti – Tenho conversado com a associação dos familiares das vítimas e eles demonstram uma preocupação muito pequena em relação a indenizações. Até porque as pessoas que se organizaram neste grupo são de famílias abastadas. Eles querem, na verdade, é que seja feita justiça neste caso. Eles não se conformam - e eu também não me conformaria - em ver os pilotos responsáveis pela morte de tantas pessoas estarem nos Estados Unidos como se nada tivesse acontecido, como se nenhuma imprudência tivessem praticado, como se não fossem responsáveis pelo acidente que vitimou tantos brasileiros. Estamos indo em missão a Washington para cobrar do Governo Americano, dentro da legislação norte-americana, que sejam tomadas as providências com base nas evidências que vamos levar, comprovando a culpa dos dois pilotos do jato Legacy.
 
O senhor demonstra que abraçou esta causa com determinação e seriedade.
Deputado Milton Monti – Abracei com determinação porque percebi que é preciso dar respaldo a essas famílias que passaram por momentos dificílimos, momentos que não serão reparados. A perda dos entes queridos mortos no acidente nunca será reparada. Mas também acho que é nossa responsabilidade usar todos os documentos que temos à mão, na presidência da Comissão de Transportes da Câmara, para cobrar providências do Governo Americano. É o mínimo que podemos fazer em memória de tantas vítimas que, infelizmente, se foram naquele acidente.
 
O relatório a ser entregue às autoridades americanas traz fatos novos relacionados à apuração das causas e culpados daquele acidente, deputado?
Deputado Milton Monti – Cito dois fatos principais, mas há vários aspectos no relatório. O primeiro é que os pilotos não estavam habilitados para pilotar aquele modelo de aeronave. Muita gente não sabe e eu também não sabia, por não ser especialista no assunto, mas para um piloto conduzir determinado avião ele precisa ser treinado para aquele modelo de aeronave. Não é porque tem licença de piloto que pode assumir o comando de qualquer tipo de avião. Os laudos comprovam que os dois americanos não tinham experiência para o jato que pilotavam no dia do acidente. Outro aspecto que foi muito discutido é a questão do transponder, que ficou desligado durante o voo. Há uma tentativa de justificar de que houve falha no equipamento. Ocorre que existe outro equipamento, que se chama TCAS (responsável pelo contato entre a aeronave e as torres de transmissão), que também deveria ter sido ligado. O laudo da caixa preta verificou que esse equipamento sintonizador de ondas de rádio não foi ligado até o momento do acidente. São duas falhas suficientes para haver punição exemplar dos pilotos. Temos esses dois aspectos, além de outros.
 
A missão oficial neste caso de grande repercussão mundial é um momento importante na sua trajetória de homem público. Como o senhor assume esta missão?
Deputado Milton Monti – É uma responsabilidade grande. A missão oficial representa o Congresso Nacional e o Brasil, para colocar em alto e bom som a nossa soberania, a nossa independência e a nossa disposição em ver que as normas internacionais servem para todos. Não quero fazer juízo de valor, mas fico imaginando como seria o tratamento se pilotos brasileiros provocassem esse acidente em território americano. Temos que cobrar das autoridades, do governo e dos órgãos americanos que eles possam, com muita presteza, punir de forma exemplar a irresponsabilidade e a imprudência desses pilotos. Não podemos deixar isso passar em branco. É o mínimo que poderíamos fazer pelas famílias das pessoas que faleceram nessa tragédia.
 
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