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MILTON MONTI COMENTA MISSÃO AOS EUA

Deputado liderou comitiva que cobrou das autoridades americanas punição a pilotos do jato que colidiu com Boeing da Gol em 2006

Milton Monti

O presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara Federal, deputado Milton Monti (PR-SP), comentou nesta semana a missão oficial brasileira a Washington (EUA) para pedir punição aos dois pilotos do jato Legacy, envolvido no acidente com o Boeing da empresa Gol (voo 1907), em 2006. O acidente matou 154 pessoas.

Ao retornar dos Estados Unidos, o deputado Milton Monti avaliou como positivos os resultados da missão. O grupo voltou da capital americana com o compromisso das autoridades daquele país de que haveria resposta em uma semana. “Cumprimos com nossos objetivos, em cobrar dos órgãos governamentais norte-americanos uma punição adequada aos pilotos do jato Legacy”, disse o parlamentar na entrevista a seguir.
 
Deputado, o senhor acaba de retornar de Washington, para onde foi em missão oficial em defesa dos interesses do Brasil. O senhor liderou uma comissão de brasileiros que pedia punição aos pilotos norte-americanos que provocaram o acidente aéreo com o Boeing da Gol, em 2006. Qual sua avaliação do trabalho nos Estados Unidos?
Deputado Milton Monti – A missão foi extremamente positiva e entendo que cumprimos com nossos objetivos, em cobrar dos órgãos governamentais norte-americanos uma punição adequada aos pilotos do jato Legacy. Esses pilotos, na nossa avaliação e sustentada por vários laudos técnicos, foram os responsáveis pelo acidente da Gol, em 2006, que, infelizmente, vitimou 154 pessoas. Estivemos no FAA (Federal Administration Aviation), que é o organismo que pode estabelecer essa punição aos pilotos, e estivemos também no Congresso Americano. Mantivemos reuniões com a presidência da Comissão de Transportes da Câmara dos Representantes. Falamos com o sub-comitê dessa comissão de deputados americanos, que atua especificamente na área de aviação. Estivemos com o líder da minoria, estivemos com deputados que representam como se fosse uma frente parlamentar Brasil-Estados Unidos. Enfim, fizemos a parte técnica e a parte política, levamos documentação mais do que suficiente para demonstrar que os pilotos agiram com imperícia, com imprudência e foram responsáveis pelo acidente.
 
A missão assumiu uma responsabilidade delicada, envolvendo questões diplomáticas. Afinal, é o Brasil cobrando dos Estados Unidos punição para dois cidadãos norte-americanos. Como a comissão liderada pelo senhor foi recebida pelas autoridades americanas?
Deputado Milton Monti – Confesso que fiquei preocupado no início, em imaginar como seríamos recebidos estando lá para cobrar punição para dois cidadãos americanos. Fiquei preocupado como seria a reação do governo americano, através da FAA, e também do Congresso Nacional dos Estados Unidos. Quero dizer que fiquei surpreso, positivamente surpreso, porque as reações foram normais. Eles nos receberam com respeito, demonstraram preocupação, entenderam a gravidade das medidas que foram tomadas pelos pilotos do Legacy. Mais do que isso, nós deixamos um certo alerta para as autoridades americanas, porque os pilotos continuam trabalhando normalmente em voos regulares lá nos Estados Unidos. Nas entrelinhas, deixamos a seguinte indagação: como ficaria se esses pilotos voltassem a cometer esse tipo de falha e provocassem outro acidente, envolvendo a população americana? Isso preocupou as autoridades e os congressistas americanos. Até porque, se eles não tomarem providência e uma fatalidade qualquer vier a acontecer no futuro, a responsabilidade que cairá sobre as autoridades será muito séria. Não desejamos isso, evidentemente. Nós entendemos que, por precaução e com base nas atitudes que os pilotos tomaram no Brasil, seria prudente que o governo americano suspendesse a licença de voo dos pilotos que provocaram o acidente no Brasil. Eles não podem exercer mais essa atividade, para a segurança das pessoas que possam ser transportadas por eles. É claro que, na nossa ótica, não é apenas a questão da segurança dos americanos. Para nós, a punição dos pilotos representa, de uma certa forma, um modo de amenizar o sofrimento dos familiares das vítimas daquela tragédia que entristeceu nosso país. É importante resgatar a dignidade dos familiares que se acham totalmente injustiçados em ver que os responsáveis pelas mortas daquelas pessoas não receberam a punição adequada.
 
A missão retorna com o compromisso das autoridades americanas em apurar a situação?
Deputado Milton Monti – Houve mais do que isso. Temos o compromisso do governo americano em apurar profundamente tudo aquilo que apresentamos em termos de laudos técnicos e periciais e quando cobramos um prazo para que eles se pronunciassem, para nossa surpresa, foi dado o prazo de uma semana. É a demonstração de que o governo daquele país quer agir, vai investigar, não vai empurrar o assunto com a barriga por um período longo. Isso nos deixou mais esperançosos, no sentido de que o governo deve punir realmente os pilotos. É uma questão de justiça. É o que esperamos, que os pilotos sejam responsabilizados pelo que fizeram. Eles não acionaram equipamentos que deveriam ser acionados. Eles não fizeram a comunicação adequada da sua categoria de piloto, permitindo determinado tipo de voo. Eles omitiram informações importantes no plano de voo ou colocaram informações indevidas. Há vários indícios e comprovações que eles agiram de forma errônea e por isso causaram o acidente. A nossa esperança é que eles possam ser punidos.
 
Quais são as etapas seguintes, deputado?
Deputado Milton Monti – Temos prazo de uma semana. Vamos considerar sete dias úteis. No início da próxima semana, vamos fazer os contatos com o FAA, com as autoridades que nos receberam para saber quais as providências que os órgãos vão perseguir a partir de agora. Vamos esperar esse tempo passar e, em seguida, vamos cobrar aquilo que nos foi prometido em termos de uma posição a respeito do assunto.
 
 
A Comissão de Viação e Transportes vai se manter vigilante sobre esse caso modelo para muitos outros?
Deputado Milton Monti – Evidente que a Comissão de Transportes da Câmara tem uma preocupação muito especial com esse caso, porque estamos falando de vidas humanas que se perderam antecipadamente. Foi um momento de tragédia que trouxe a muitas famílias, ao povo brasileiro de forma geral, uma grande comoção. Tudo que puder ser feito para evitar esse tipo de incidente e de acidente até catastrófico, a Comissão de Transporte vai atuar nesse sentido. E é um exemplo também. As pessoas têm que imaginar que vêm ao nosso país e aqui temos normas, temos leis que precisam ser respeitadas. Aqui não é terra de ninguém. Aqui não é um lugar em que as pessoas vêm e fazem o que quiser e depois não receber nenhuma punição, nenhuma responsabilização pelos atos praticados. Esse é o ensinamento que fica. É preciso respeitar o Brasil, os brasileiros e não podem imaginar que aqui é terra de ninguém. Não podemos admitir que alguém faça o que bem entenda e fique por isso mesmo. Pelo contrário, da nossa parte, vamos insistir sempre para que a punição aconteça e que sirva de exemplo para outros casos.
 
 
 
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