O Brasil para ser passado a limpo
Entendo que ainda precisamos dar outros importantes passos rumo ao futuro. Um dos passos que considero emergencial é a reforma tributária.
A economia e a sociedade brasileira não suportam mais o peso da carga tributária. O modelo atual empobrece a população e compromete as forças produtivas do nosso país. Promover uma ampla reforma tributária será uma decisão que pavimenta o caminho brasileiro para o reconhecimento internacional. Mais importante que isso, é uma decisão que ainda nos falta para oferecer aos cidadãos uma conquista que há muito tempo se levanta como um clamor do povo brasileiro.
É consenso que o atual sistema tributário pesa exageradamente sobre os ombros de quem contribui corretamente. Por outro lado, temos um sistema que facilita e até estimula a sonegação. O peso de custeio do Estado brasileiro acaba recaindo sobre poucos, o que torna o fisco um fardo difícil de suportar.
Esse cenário predatório com o contribuinte abre espaço para a sonegação. Por isso, muitos contribuintes são flagrados nas investigações do fisco federal. Um trabalho necessário para combater a evasão de impostos, mas que custa caro para o próprio sistema de arrecadação.
Esse cenário no serve de alerta para outro aspecto importante. Empresas e pessoas físicas só foram retidas na malha fina porque a Receita sabe que a sonegação é altíssima. Tanto que, anualmente, os sonegadores são obrigados a recolher bilhões em tributos, multas e juros.
Sonegar é injusto, ilegal e inaceitável. Porém, sem essa vida na clandestinidade, muitas empresas simplesmente fechariam as portas. E sua falência prejudicaria ainda mais o combalido mercado de trabalho. Se a sonegação é danosa para no País, a pesada carga tributária também o é.
Por isso defendo a reforma tributária e o imposto único, uma bandeira que o Partido da República levanta com responsabilidade. Nossa proposta é que seja feita uma tributação mais justa e igualitária, para que todos possam pagar e para que todos paguem menos.
Milton Monti é deputado federal e vice-líder do Governo na Câmara Federal.

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